Tímido, timidez, um problema da nossa sociedade.

Ser tímido é um problema que afecta muitas pessoas na nossa sociedade, mas a mudança de um ser exageradamente tímido a um ser confiante e confortável em sua própria pele é possível nos dias de hoje.

A maldita timidez atrapalha a vida de muitas pessoas. É uma, das mais dolorosas condições com a qual um ser pode viver, mas infelizmente, é que quase sempre as pessoas que sofrem deste problema, é que não procuram ajuda por causa do medo ou do embaraço de expressar o que está mal consigo e falar com alguém sobre o que está mal. Devido a isso, a timidez prende a pessoa na dor e no sofrimento emocional.

Passar uma vida inteira de sub-realizações, sentindo solidão e ataques de pânico e depressão, e sendo incapaz de pedir ajuda, acredito que deve ser bastante dificil para qualquer um.
Mas o reconhecer do problema é o primeiro passo para romper o padrão auto-destrutivo da timidez e começar a construção de uma nova vida.

O problema da timidez, ainda não completamente reconhecido nem estudado, tem muitas causas, podendo ser, por causa da nossa educação, pela nossa própria incapacidade social, entre muitas outras razões.

Ser timido é olhar para si mesmo, esquecendo por completo de olhar para os outros. É sentir que as pessoas são hipercríticas em relação a si e que toda a atenção delas está centrada simplesmente em si.
A auto-imagem crítica, faz com que se sintam inferiores, criando frequentemente uma ideia errada do que os outros estão a pensar. Acreditam que as pessoas com quem interagem estão apenas focalizas nos seus pontos menos bons, esquecendo por completo de obvservar as suas qualidades. Socialmente, podem ficar embaraçados com alguns maneirismos, com seu corpo ou aspectos do seu caráter e achar que a pessoa com quem estão a falar, apenas está a prestar atenção a isso.
Concentrando-se em seus supostos defeitos, ignorando seus pontos fortes, tornam com isso, o fracasso mais provável.
É preciso apenas um evento negativo para fazer de alguém um indivíduo tímido, contudo os efeitos que são criados depois disso, têm uma abrangência incrível: podem limitá-lo com os seu relacionamentos, com a sua vida social, sua habilidade de interagir com os outros, e fazer com que se sinta demasiado transtornado para sair de casa, mesmo para umas simples comprinhas.

Achar que algo é chato e desinteressante, que não têm nada a acrescentar numa conversa ou temer que as pessoas se riam de vocês, acreditem, que não se deve pensar assim.
As manifestações deste problema, leva o indivíduo a, culpar-se com a menor ocorrência e mortificarem-se por estare a mostrar ao mundo uma manifestação física de timidez. Essa culpa fica pior à medida que essa pessoa se enreda mais e mais no mal-estar e no embaraço do que considera um sintoma físico constrangedor.

Mas, como eu neste post disse, se em bébé, foram capazes de serem conscientes e livres de vós mesmos dentro de um universo como pessoa completa, então serão perfeitamente capazes, com trabalho e crescente sentimento de amor-próprio, de voltar a esse estado de bem-estar.

Contudo, infelizmente como consequencia deste problema, podem sugir muitas doenças físicas, devido à nossa mente estar conectada com o nosso corpo. Vejamos, um exemplo em que a nossa timidez, e consequente estima, altera o rumo da nossa vida. O Dr. Bernie Siegel, em seu livro "Love, medicine and miracles" (Amor, medicina e milagres), afirma que os pacientes com cancro que acreditam que têm o direito de viver até os cem anos e "curtem" a vida com paixão são pacientes excepcionais e 20% deles geralmente sobrevivem, mesmo aos tipos mais graves da doença. Os que têm uma deficiência de auto-estima e acham que não têm lugar neste planeta desistem e morrem.

Crise e confronto são experiências que mudam a vida e nos permitem crescer. O tímido evita a crise ou o confronto por temer como poderá parecer aos outros, enquanto a pessoa que não é tímida não tem medo das suas emoções, de mostrar sua vulnerabilidade e fracassar ou ser rejeitada.

No que diz respeito às emoções, podemos sentirmo-nos totalmente esmagados por experiências passadas e, em conseqüência, evitar todas as áreas de crescimento. Talvez o nosso desconforto vá tão fundo e seja tão doloroso que é impossível tolerá-lo. Mas permitir, o entrar em contacto com a dor do passado, possibilitará que enfrentêmos os traumas subjacentes que possibilitarão que possámos entender por que estamos tão temerosos.

A jornada da auto-cura pode ser dolorosa, mas quando nos permitimos reconhecer o porquê desses comportamentos bloqueadores, um profundo entendimento interior emerge; começa-se, então, a amarmo-nos e a ser capaz de sair e amar os outros. Mudar padrões de comportamento profundamente enraizados pode levar tempo, no entanto a jornada da auto-descoberta pode libertar a beleza interior e única, que todos temos.

A primeira batalha, sem dúvida, é aceitar que têm um problema. A segunda, é encontrar um método de avaliar e vencer o problema. A diferença entre os que rompem o padrão da timidez e os que não conseguem fazer isso, está na disposição dos primeiros e no acesso à ajuda terapêutica de apoio.
Ao combinar a determinação de vencer a timidez com técnicas comprovadamente eficientes, serão capazes de controlar a vossa vida e viver a vida que sempre quiseram.

Lembre-se de que foram necessários anos para alguém ser tão tímido como é hoje. É provável que tenham dedicado muito tempo e esforço para serem como são actualmente!

Mas existe a possibilidade de reprogramar as mensagens subconscientes em seu cérebro e “reconstruir a casa”. Certo que levará tempo, mas cada sucesso é mais um tijolo que acrescenta à sua parede, certo?

Como, ao aprender a jogar tênis, conseguirão melhores resultados, se se concentrarem numa jogada de cada vez, adquirindo domínio sobre ela, avançando e progredindo devagar mas com firmeza.

Aprenda com cada golpe e não se culpe se não conseguir resultados imediatos. Dê tempo a si mesmo.
Quando aprender a romper os padrões destrutivos de pensamento, discurso e comportamento, conseguirá transformar radicalmente a sua vida, tornando-se cada vez mais confiante e habilidoso, capaz de ir atrás dos seus sonhos e objetivos.

Não se esqueçam que cada um de nós, somos cada um, um ser humano especial e único. O problema é que, neste momento, muitos não reconhecem isso.


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